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Woody Allen pra todos os gostos

Por Liv Brandão

woody_allenOcupar o posto de “maior mostra já feita sobre o Woody Allen” – no mundo – não é para qualquer um. O cara é um dos diretores mais workaholics de toda a Hollywood, ultimamente tem feito questão de lançar um filme por ano e lá se vão muitos anos desde “Um assaltante bem trapalhão”. Querido por muitos, odiado por outros tantos, Woody Allen é daqueles que não se pode ignorar. Não à toa inspirou “A elegância de Woody Allen”, praticamente um festival temático de cinema em que o homenageado é aquele diretor franzino, engraçadinho, gago e judeu.

Em cartaz no CCBB RJ dos dias 3 ao dia 29 de novembro (e com data marcada para estrear no CCBB de São Paulo – de 18 de novembro a 13 de dezembro), a mostra traz, basicamente, tudo o que Woody Allen já fez na tela grande – e tudo exibido em película: filmes dirigidos por ele, filmes em que ele atuou, filmes que ele roteirizou e até filmes para os quais ele emprestou a voz – como é o caso da animação “Formiguinha Z”. O slogan poderia até ser “tudo o que você sempre quis saber sobre Woody Allen e teve vergonha de perguntar”, já que, né, é o tipo de coisa que você deveria nascer sabendo, mas se não nasceu, taí a segunda chance de se aprofundar.

A abertura da mostra contou com a primeira – e que seria única, por um bom tempo – exibição oficial no Brasil de “Whatever works” (ou “Tudo pode dar certo”), com um Larry David no papel de velho ateu insuportável e Evan Rachel Wood bancando a ninfetinha de formação conservadora, apesar de sua curiosidade em experimentar as tentações da cidade grande. Os dois formam um casal improvável – tanto que vão ganhar a reprovação dos pais dela, dois caipiras típicos que mudam sua visão estreita de mundo quando chegam a Nova York (e assumem a missão de separar os dois). Como outros filmes do cineasta, parece um exercício de misantropia que acaba em uma celebração da vida – ou pelo menos, do que pode dar certo apesar da falta de sentido da existência.

A programação completa você confere aqui, mas adianto que vai ter “Manhattan”, “A Rosa Púrpura do Cairo”, “Annie Hall”, “Interiores”, “Zelig”, “Hannah e Suas Irmãs”, “Maridos e Esposas”, “Neblina e Sombras”, “Crimes e Pecados”, “Match Point” e“Tiros na Broadway”. Todos a R$ 6 a inteira. Tá bom ou quer mais?

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Por conta de um problema de alfândega ou coisa do tipo, a versão exibida de “Whatever works” para os convidados não foi a versão em película como tinha sido prometido e, por isso, a produção se comprometeu a se esforçar em fazer uma nova sessão – talvez aberta – com toda a pompa e a circunstância que tamanha elegância tem direito. Se rolar, fiquem espertos, porque o filme não tem data para estrear em circuito comercial no Brasil.

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Super bem feito e bem cuidado, o catálogo da mostra é uma compilação detalhada de toda a história de Woody Allen no cinema, com colaborações de Luis Fernando Verissimo, Lourenço Mutarelli, Moacyr Scliar, Angeli, Laerte, Elesbão, Arnaldo Branco (heh), Allan Sieber, André Dahmer, etc etc etc. É gente bacana demais reunida em um mesmo livro, dissertando sobre um mesmo tema. Pretendo sortear um exemplar por aqui, fiquem ligados no Twitter para saber quando e como.

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